terça-feira, maio 09, 2006

Trilha sonora para encorajar fulano.

Faz um tempão que assisti o "Hora de Voltar", gostei do filme.
Meio vazio, mas é bem esse vazio que preenche o filme e a história do personagem principal. Tá, mas não é isso que interessa aqui.

A trilha sonora, bem, a trilha sonora é primordial pro filme e tem as músicas perfeitas pra montar um cd "trilha sonora para 'encorajar' fulano"
Quase todas as músicas são calminhas e várias delas têm aquela respiração que tanto me agrada.

Respiração? huh?
é.

Respiração.

Quem já ouviu "Siamese Cities" do Metric sabe BEM o que é a tal respiração. Não sei bem como se explica, é uma puxada de ar, uma pausa, que deixa a música pesada. Pesada naquele sentido embriagante, que vai te entorpecendo devagarinho como ir tomando vinho aos golinhos.
A música pesa na cabeça, te afunda no sofá, deixa olhos mais baixos e o sorriso fácil, dá vontade de fazer os dedos deslizarem pelo jeans do vizinho e ajuda joelhos a se encontrarem.
E pode ter certeza, uma vez juntos, joelhos não voltam assim tão fácil pro lugar: ficam ali, colados, à espera espera de qualquer movimento que os aproxime ainda mais. Os assuntos banais despertam o sorriso apertadinho acompanhado daqueles olhares compridos cheios de siginificado.


....


a música continua e, até quem fala com as mãos, se mexe pouco...
movimentos cautelosos... pois a música pesa cada vez mais, o sofá fica fundo, ombros se saúdam.
E quando o peso parece insuportável, cada rosto se vira para um lado.....





passa sempre esse filminho na minha cabeça quando fecho os olhos ao som de tais canções.


agora, meu acervo ganhou mais músicas "respiradas" e um cd com todas elas não merece nenhum nome que signifique menos que "trilha sonora para encorajar fulano".



para entender do que falo:
zero 7 - in the waiting line
frou frou - let go

quarta-feira, maio 03, 2006

they're calling you a coward

Out in the dark (walking in the rain)
on a lonely street (you were looking for the fire)
escaping the noise (can you ever escape?)
you can hear your thoughts (they're calling you a liar)


Ando ocupada demais com as minhas próprias façanhas para escrever sobre elas.
Não acredito nas pessoas, justamente por me conhecer o suficiente pra saber que, quando quero, posso ser o pior tipo de traste já visto no universo e como se isso ainda não fosse o bastante: faço isso com as pessoas que menos merecem conhecer esse meu "adorável" lado. Então, resolvi dar um basta.

out in the dark (walking in the rain)
on a lonely street (you were looking for the fire)
escaping the noise (can you ever escape?)
you can hear your thoughts (they're calling you a coward)



Começei fazendo o que julgo a coisa certa. Não era o que queria ter feito, mas era o que devia ser feito. Já infernizei o suficiente pra um semestre, sairei de cena. E, caso, alguma decisão seja tomada, não será por influência minha. Não é covardia, é sensatez. Meu álbum de figurinhas da copa das idiotices já está completo, obrigada.

a brave new world, it's all around
you're walking too fast to be able to see it
your wings are too small to get off the ground
truth is too close for you to believe it


acho que, por um instante, consegui sair de dentro de mim mesma. Vi tudo com outros olhos, os olhos de quem vê de fora. Ouvi-me com os ouvidos de quem seria lesado e percebi a dimensão do estrago iminente. E não, não quero representar o teu papel, muito obrigada. Não vou fazer na vida dos outros o que já fizeram na minha. Desculpa, mas ainda não consigo ser tão mesquinha.

too high, too low, too small to see
too fast, too closed, too scared to meet
the world outside your own mind
out in the dark


vou investir mais em umas áreas meio abandonadas da minha vida. aquele "NÃO" bem grande só serviu pra mostrar como tenho sido relapsa com as coisas realmente importantes. As coisas que realmente duram e trazem benefícios pra mim e pros que me cercam.

furei a bolha, quebrei os vidros, dei o grito de misericórdia.

vou me guiar pelo que EU acho que é certo,
mesmo que nem sempre isso esteja de acordo com as minhas vontades piradas.


kings of convenience - brave new world.
eu não sei o que seria da minha vida sem vocês :~~~
hei de juntar dinheiro, ir pra Noruega e beliscar vocês dois.



(foi um pequeno momento de ridiculice aguda que deve ser esquecido)

domingo, abril 23, 2006

protect me...

aquele buraco no estômago desde segunda não podia ser por nada.

obrigada, senhor, por na minha vida ser sempre tudo tão escancarado.

domingo, abril 16, 2006

assim sem despedida, saio de sua vida tão espetacular.

Eu me espanto, sabe, as coisas saem, em noventa porcento dos casos, exatamente como eu previa. Não sei se tenho uma certa visão apurada ou se é tudo muito óbvio mesmo. As coisas se desfazem, teorias desmoronam, e sabe aqueles casais que a gente olha e acha perfeitos? bem... eles também, um dia, se separam. Só acho triste, mais nada.
Acho triste como as coisas vão aos pouquinhos perdendo a importância na vida da gente. Aquilo que era "tuuuuudo aquilo" vira só mais uma daquelas coisas que a gente não quer mais lembrar. Pelo menos, tenho a certeza de que, cedo ou tarde, tudo passa - ou a gente que cansa? não sei.

fico triste com isso.

a tristeza alheia me contamina.


tratem de ficar felizes.

sábado, abril 15, 2006

"durante o dia, nada é mais fácil do que mostrar que não se dá importância, mas, à noite, é diferente"

eu nunca conseguiria deletar quase dois anos de tanta loucura.

acho que todo mundo sabia disso.

Nunca deleto. Mudo de endereço, deixo em banho-maria por um tempo.
As palavras nem sempre saem com o efeito que a gente espera e é 'melhor calar bobagem que dizer besteiras'.
Se falo arrumo confusão, se calo a tempestade me leva pela mão.

preciso dum meio termo e de roupas de meia estação.

sexta-feira, março 31, 2006

dã.

quatro frases pra mudar um dia.
mais lápis, papel, coração
Encontrão.
Sem intenção?
os joelhos são meus guias...
e de elo barata poesia.




(nãofazsentido.
nãotemrazão.
coisadegurialouca
compouconacabeça
enadanocoração)




na cadeira que me leva às profundezas do vale,
brinquei de versos informáticos

se meu coração eu pudesse desfragmentar,
juntar todas as pecinhas: copiar, depois colar
upgrade nas memórias, ctrl+V pra recortar
apagando as histórias que não quero mais lembrar
pra, assim, ficar mais fácil meu sistema acessar.




pois é.
na vida, a gente se presta a cada coisa...
e o semestre está só no começo.
coisas piores estão por vir.

mas pra isso, terei de esperar até terça que vem.

e o problema é todo meu.

kings of convenience - failure

quinta-feira, março 23, 2006

i don't know what I can save you from.

You called me after midnight,
must have been three years since we last spoke.
I slowly tried to bring back,
the image of your face from the memories so old.


Esse é o ano mais musicalmente bonito de todos.
Três meses e tantos apertos no coração.
Já que se apaixonar por pessoas é difícil,
fico com as músicas pra não corer nenhum risco.

I tried so hard to follow,
but didn't catch the half of what had gone wrong,
said "I don't know what I can save you from."


ando meio sociopata.
afastando as pessoas consciente ou inconsicentemente.
não me esforço pra me enturmar,
mas não reclamo disso.
uma solidão estranha
que não significa exatamente estar sozinha.

I asked you to come over, and within half an hour,
you were at my door.
I had never really known you,
but I realized that the one you were before,
had changed into somebody for whom
I wouldn't mind to put the kettle on.


sento no meu quarto.
ouço cem vezes as mesmas músicas bonitas.
aquela voz suave
e aquela vontade
de se perder
no abraço de sei-lá-eu-quem.

não sei se sou assim porque escuto essas músicas
ou se escuto essas músicas porque sou assim.

passei todo o domingo chuvoso enrrolada no lençol ouvindo Kings of Convenience.


Still I don't know what I can save you from.

o Diego diz que eu preciso escrever.
e eu digo
preciso viver.

kings of convenience - i dont know what I can save you from

domingo, março 19, 2006

iaiá...se eu peco é na vontade....

confirmado: gim é coisa do demônio.

minha cabeça dói e disse tanta bobagem que é melhor nem lembrar.