quinta-feira, janeiro 04, 2007

open up and reach for the stars....

O dia 28 de dezembro vai ficar pra sempre guardado na minha memória. Acordei seis da manhã pra ir até Florianópolis ver o magrelo aí da direita e a viagem valeu cada segundinho.
Não me importo se acham ele chato, minimalista, mala... sei lá o que mais eu já li pela internet. Pra mim, ele é só um ótimo músico gente boa pra caramba e, por mais incrível que possa parecer, tenho certo respaldo pra dizer isso.
O Erlend entrou no palco e eu lá, quietinha, olhando como quem não acreditava - pros leigos, Erlend Oye é simplesmente meu integrante peferido da minha banda peferida, Kings of Convenience, pra quem não sabe -, tão pertinho do cara cujas músicas ouvi umas duzentas mil vezes nos últimos anos. O show teve uma atmosfera onírica pra mim, o magrinho gigante lá em cima no palco usando a última camisa limpa da mala, tocando aquelas músicas que parecem te abraçar e passar as mãos entre teus cabelos. Eu ali, na primeira fila, ouvindo ele brincar com o fato de as músicas parecerem todas iguais e achando tudo muito lindo. Ele conversava com o público, que respondia faceiro, mas que, durante as música mal, se mexia de tão boquiaberto.
Erlend pediu sugestões pro público. Alguém tomou fôlego e berrou: "I don't know what I can save you from". Ele brincou com o nome de Florianópolis, fez gracinha sobre a Noruega e disse saber de alguém que viajou bastante para estar lá. A música de abertura? Nada mais que a minha preferida "Toxic Girl", muito anticlímax da parte dele, como disse o próprio. Entre várias outras músicas do KOC, teve também uma versão do Bob Dylan - não sei qual a música, o Daniel que me falou feliz: "é dylan, é dylan" -, uma 'versão' de Range life do Pavement no piano - digo "versão" porque a letra de range life entra só bem no final -, cover de Smiths (half a person e heaven knows i'm miserable now), uma música em norueguês e Above You do Whitest Boy Alive. Tudo terminou com "homesick", que tem aquele final genial em que ele respira fundo e diz:

a song for someone
who needs somewhere
to long for
homesick
'cause I no longer know
where home is


e puff... ele diz obrigado e vai embora.
Boa parte do público, bem como eu, ficou na frente do Teatro Álvaro de Carvalho falando sobre o show. Quando, assim, bem singelo, passa o Seu Erlend e senta na escadaria em frente ao teatro e fica conversando com o pessoal que tava por ali. Não vou contar detalhes aqui, porque contando assim, ninguém acredita. Mas eu posso dizer que ele fala alemão dum jeito bonitinho, é super atencioso com as pessoas e eu fui a única pessoa que assistiu ao show e ainda ganhou abraço.

os mínimos detalhes ficam aqui só pra mim na memória :)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

vozinha

É, acho que dessa vez posso dizer, as coisas terminam como começam.
2006 começou sereno, quietinho e bonito. Num fim de semana na praia sem grandes acontecimentos exteriores, iniciaram-se muitos pequenos começos por dentro.
Aquela voz baixinha que dizia, "agora não é a hora de desistir", semeou no coração um sorrisinho pequeno, de canto de boca, que acompanhou até o final.
Mesmo nos momentos dignos lamento, quando as gotinhas salgadas escorriam pelo queixo, a voz só dizia "deixa o sorisinho florescer", porque coisas boas só esperam quem as procura.

E eu encontrei. Encontrei um punhado delas nas pessoas com quem convivi, nos acordes das músicas que ouvi, nas coisas que vi e em todos aqueles velhos e bons sentimentos que senti de tantos novos jeitos.

e só posso dizer que o ano vai terminar com chave de ouro, afinal, vou ver o Erlend Oye em florianópolis. Pode até ser que não haja trem pra Estocolmo, mas ainda tem ônibus pra floripa :p

Depois é só deixar o cabelo novo cheio de sal e areia fina.

Vou ali terminar o ano bem feliz e já volto.
Termino por aqui, porque como sempre digo, felicidade não é coisa que se ostente.



Que a voz baixinha me acompanhe no ano que vem e que ela te acompanhe também :)

terça-feira, dezembro 19, 2006

remédio

"Enquanto isso - disse Abrenuncio - toquem música, encham a casa de flores, façam cantar os passarinhos, levem-na para ver o pôr-do-sol no mar, dêem-lhe tudo o que possa fazê-la feliz - despediu-se rodando o chapéu no ar com a frase latina de rigor. Mas dessa vez traduziu-a em homenagem ao marquês - "Não há remédio que cure o que a felicidade não cura."
Do Amor e outros demônios. Gabriel Garcia Márquez



Afirmo categoricamente e sem medo: o melhor livro dele.
tá no meu top 5

sexta-feira, dezembro 15, 2006

dezembro

quando se está com a pessoa certa,
pouco importa se o lugar está errado.
Pista vazia fica pequena pra tanta dança.
É sempre bom ver nela aquele sorriso sincero de criança.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

if you always get up late you never gonna be on time

férias, lá vou eu.


pretendo voltar a escrever qualquer bobagem.

segunda-feira, novembro 27, 2006

não vá pensar que é pessoal, viu?

cansei.
perdi a paciência.
enchi o saco.


dirijam-se todos à puta que pariu, obrigada.

segunda-feira, novembro 20, 2006

sehr gut

Fazia horas que não me acontecia uma dessas.
Foi a primeira vez, desde que começou o semestre, que parei pra escrever um texto pra entregar na aula de alemão. Parei meia hora entre uma aula e outra. Escrevi o tal texto, ganhei elogios do Herr Professor.

eu bem que precisava disso, fazer um trabalho que preste, pra variar.
até vou me empenhar mais agora... quero fazer o ZMP um dia. O negócio é abandonar a preguiça mental e me dedicar às coisas que eu realmente gosto.

por mais imbecil que isso pareça pros outros... vou me exibir pra mim mesma, já que no resto eu só tô tomando na cabeça, pelo menos no alemão eu tenho que me dar moral.

sábado, novembro 18, 2006

eu gosto de Nouvelle Vague, sabe?
é tão sutil e ao mesmo tempo tão poderoso.
Aquela coisa embaladinha pra se mexer devagarzinho. Dançar junto ou separado. Por mais que goste das versões originais, gosto também das versões deles. As músicas parecem outras músicas, coisas completamente diferente.

ai ai.

ó o clipe